Mulher que desenvolveu 2 ânus se recusa fazer cirurgia de correção para ter somente 1

Mai 12

Através de exames, os médicos descobriram os dois orifícios e varreduras confirmaram o diagnóstico

Uma paciente portuguesa, que não foi identificada para preservar sua imagem, passava em uma consulta com proctologistas, em Figueira da Foz, a 140 km de Porto, quando estes descobriram que ela possuía dois canais anais.

A paciente, que à época tinha 40 anos, foi encaminhada aos especialistas após ser diagnosticada com dois abcessos perianais – uma infecção de uma glândula que secreta muco no canal ao redor do ânus – que exigiram drenagem. Embora os médicos tivessem lhe oferecido uma cirurgia para corrigir o defeito, ela se recusou a fazê-lo. Intrigados, eles resolveram publicar o caso na revista médica Journal of Medical Cases.



Os médicos escreveram que a duplicação anal é a “mais incomum” das malformações do trato digestivo.

“Este caso é particularmente importante por causa da sua raridade. Cerca de 60 casos de duplicação anal foram descritos em todo o mundo”, explicaram. “Nosso paciente foi diagnosticado na idade de 40 anos, constituindo um dos pacientes mais idosos diagnosticados com a condição”.



Segundo eles, o diagnóstico geralmente é feito no primeiro ano de vida e, portanto, é extremamente incomum descobri-lo em adultos. Após ser produzida pelo trato digestivo, a matéria fecal passa pelo canal anal, que se conecta diretamente ao reto, onde os resíduos são armazenados antes de sair do corpo.

Em teoria, é possível que a mulher tenha podido excretar através dos dois ânus, mas apenas se seu segundo canal estivesse ligasse à parede retal, o que não era o caso. Os médicos descobriram que o orifício extra era “tubular e fechado”, e estava separado do outro apenas por um pedaço de pele.

Conforme explicado pelo Hospital Distrital de Figueira da Foz, a mulher foi encaminhada para uma consulta com proctologistas, liderados pela Dra. Jessica Neves.

Através de exames, os médicos descobriram os dois orifícios e varreduras confirmaram o diagnóstico. Eles questionaram a paciente sobre a possibilidade de uma cirurgia para corrigir o defeito, de modo que ela se recusou.

Cerca de sete anos depois, ela retornou a clínica reclamando de um novo abcesso, e novamente foi oferecida cirurgia, que mais uma vez foi recusada.

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