Embaixador russo na ONU não descarta guerra entre Rússia e EUA

Abr 12

Vassily Nebenzia afirma, após reunião do Conselho de Segurança da ONU, que ataque à Síria pode desencadear um conflito entre EUA e Rússia

O embaixador russo na Organização das Nações Unidas (ONU), Vassily Nebenzia, pediu nesta quinta-feira (12) aos Estados Unidos e seus aliados que contenham uma ação militar contra a Síria por causa de um ataque com armas químicas e disse que "não pode excluir" uma guerra entre os EUA e a Rússia.

Falando após uma reunião a portas fechadas do Conselho de Segurança da ONU solicitada pela Bolívia devido a ameaças de ação militar na Síria pelo presidente norte-americano, Donald Trump, Nebenzia afirmou que a situação é ainda mais perigosa porque há tropas russas na Síria.

"A prioridade imediata é evitar o perigo da guerra", disse ele a repórteres. "Esperamos que não haja nenhum ponto sem retorno."

Quando perguntado se estava se referindo a uma guerra entre os Estados Unidos e a Rússia, ele declarou: "Não podemos excluir nenhuma possibilidade, infelizmente, porque vimos mensagens vindas de Washington. Elas eram muito belicosas".

A Rússia pediu uma reunião do Conselho de Segurança da ONU para sexta-feira sobre a Síria e que o secretário-geral da ONU, António Guterres, informe publicamente o órgão.

Em uma tentativa de evitar uma escalada nas tensões, a Suécia propôs na quinta-feira uma resolução do Conselho de Segurança, vista pela Reuters, que pedirá a Guterres para enviar uma equipe de desarmamento de alto nível para a Síria a fim de tratar "todas as questões pendentes sobre o uso de armas químicas".

Alguns diplomatas da ONU disseram que havia pouco interesse entre os 15 países membros do conselho de seguir a proposta.

Nebenzia agradeceu a Suécia por seus esforços, mas acrescentou: "Francamente, nas circunstâncias em que nos encontramos agora, essa não é uma prioridade imediata."

Três projetos de resolução sobre ataques com armas químicas na Síria foram votados nesta quinta, mas não aprovados. A Rússia vetou um texto dos EUA, enquanto duas resoluções redigidas pela Rússia não conseguiram obter um mínimo de nove votos para aprovação.

Investigadores da Organização para a Proibição de Armas Químicas estão viajando para a Síria para determinar se um gás tóxico foi usado na cidade de Douma, local do incidente de 7 de abril, e começará a trabalhar no sábado. Eles não são obrigados a atribuir culpas.

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